E são em dias assim que me pergunte: Para quem chorar? Ou então: Em quem me apoiar?
E descubro que talvez eu seja mais frio do que penso e que o inverno já tomou o meu coração, a solidão casou comigo e minha bússola perdeu o seu norte. E são em dias assim, em que me sinto fraco e impotente que me falta alguém ou que me falta eu em mim mesmo.
São em dias assim que tanto penso, de modo cíclico, sem saber onde comecei e nem onde vou terminar, numa espécie de tortura que parece-me eterna, mas que entrei por contra própria.
Registro aqui a minha dor e recolho o meu calor, das palavras que sempre estão comigo mesmo depois de eu tê-las abandonadas e que me mostram que a solidão não é assim tão ruim.
" Palavras de amor são escritas, lidas, para serem esquecidas, quem sabe vividas, se não, infinitas..."
sábado, 8 de setembro de 2012
Encontros e desencontros
Não estava em meus planos conhecer pessoas novas, também não estavam neles reconhecer velhos amigos. Não estava em meus planos ir a lugares diferentes, muito menos me perder em ruas conhecidas. Não estava em meus planos me conhecer, nem me perder de mim mesmo.
Tudo isso não estava em meus planos, esses momentos, esses lugares, essas ocasiões...e é por isso que agradeço ao acaso, por me mudar, por me dar novos ares, novas perspectivas. Estou feliz com o acaso que foram todos esses dias, feliz por ter vivido tantas coisas diferentes, com as mesmas pessoas, com pessoas diferentes nos mesmos lugares. Cada experiência é única e mesmo tentando descrevê-las, fica em mim a memória do que o acaso me deu.
domingo, 2 de setembro de 2012
A história de cada lugar
Vale a pena a legenda, a imagem se chama Vestígio - Ruínas poéticas
Uma manhã de domingo que não me prometia nada. Saí de carro para treinar, tomei café, comprei pão e resolvi comprar um frango assado para o almoço, numa pequena lojinha frente a igreja. Cheguei as 9 da manhã, mas o frango só saia as 10. Fui a banca, enrolei e não se tinham passado 10 minutos e quando voltei, talvez meu olhar de perdido fez a dona da loja conversar comigo e com a minha mãe. E a agradeço por essa conversa.
Aprendi muito sobre culinária japonesa, o que foi deveras interessante, mais ainda foi descobrir sobre aquele lugar. Um lugar bem pequeno, que vende produtos japoneses, frango assado aos fins de semana, frios e algumas coisas congeladas, como a dona da loja me disse "minhas filhas acham esse lugar horrível". Mas o que me chamou atenção foi o orgulho dela nessa loja, mais ainda as histórias que ela me contou sobre ela.
A loja tem 13 anos, no começo ela tentou fazer uma loja de produtos naturais, o que não deu certo e a fez investir em variedades (por isso há tantas coisas na lojinha). No fim, acabou dando certo, mas pensando nas pessoas com restrições, há coisas feitas a mão sem glúten, sem glicose e tantas coisas mais. Parece uma historinha simples e até é, mas me lembro bem do que ela me disse:
"Estou numa idade em que quero acreditar em princípios. É, pretendo trabalhar com produtos naturais de novo, frango sem hormônios essas coisas. Tem pessoas com muitas restrições e estou tentando atendê-las, ainda vendo bolachas essas coisas, mas também é para as crianças que tem pouco dinheiro né? Mas vou atrás dos meus princípios. Isso aqui ta mais para uma Ong, aquela menina que trabalha aqui, ela vinha quando tinha 6 anos porque não queria ficar sozinha em casa e hoje (com 18) trabalha aqui comigo."
Algo que não ouço a tempos e realmente me marcou. Alguém que corre atrás dos princípios e pouco a pouco fui começando a entender mais daquele pequeno lugar, que era tão significativo a ela. Agradeço-a pela conversa e pela simpatia. Hoje aprendi mais do que truques para cozinhar, tive uma lição de vida sobre princípios e humildade.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Eu e eu mesmo
Só hoje descobri do que tenho medo, do que tanto corro, tanto temo e tanto fujo. Eu tenho medo de mim.
Sou, como todos, alguém multi facetado. Mas minhas multi faces sempre se alternam. Sempre há aquela face que você esconde, abomina e recalca. Hoje descubro que é dessa minha face que tenho tanto medo. Porém até onde isso é um grande preconceito meu?
De fato ela já causou algum mal e por isso eu a escondi, a joguei fora de mim. Mas todos merecem uma segunda chance, não? E a tempos ela vem gritando comigo, me cutucando, me incomodando numa súplica por essa segunda chance que eu nunca dei.
E talvez ela não seja a faceta mais maléfica que eu tenha e sim essa que tanto uso. Que a reprimiu e não deu a ela a segunda chance. Até onde eu sou o carrasco e até onde eu sou o anjo? Já não sei mais e já não tenho medo de descobrir. Talvez o meu maior demônio seja o meu maior anjo e vice e versa...
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Doente
Me pego doente, não sei se é um enjoo por algo que comi ou simplesmente é meu fígado reclamando comigo. O que sei é que minha cabeça parece que vai explodir e é engraçado essa sensação.
Louco? Talvez, mas a sensação da sua cabeça doendo e você perceber que ela funciona mal, que você mal consegue pensar é engraçada. Engraçada porque eu simplesmente penso de modo errado, troco palavras e quando quero inspiração, ela simplesmente não vem.
Ando com um branco na mente e percebo o quanto isso me irrita. Sinto falta do turbilhão de idéias que ela é todo dia, sinto falta de me sentir incomodado em não pensar em nada, em não produzir nada, em simplesmente não querer escrever nada. Estou no modo mecânico e ainda assim, acredito e quero achar algum sentimento em meus escritos diários.
Louco? Talvez, mas a sensação da sua cabeça doendo e você perceber que ela funciona mal, que você mal consegue pensar é engraçada. Engraçada porque eu simplesmente penso de modo errado, troco palavras e quando quero inspiração, ela simplesmente não vem.
Ando com um branco na mente e percebo o quanto isso me irrita. Sinto falta do turbilhão de idéias que ela é todo dia, sinto falta de me sentir incomodado em não pensar em nada, em não produzir nada, em simplesmente não querer escrever nada. Estou no modo mecânico e ainda assim, acredito e quero achar algum sentimento em meus escritos diários.
domingo, 26 de agosto de 2012
-
Minha cabeça está um mar de distorção,
Uma mistura de sensação, razão e emoção,
Inibe todas as idéias,
Larga só as loucuras,
Que não tiram férias,
Nem parecem ter cura.
E o que ocorre com o poema,
Que nasce de um dilema?
Se desenvolve de modo liberto,
E termina incerto...
Uma mistura de sensação, razão e emoção,
Inibe todas as idéias,
Larga só as loucuras,
Que não tiram férias,
Nem parecem ter cura.
E o que ocorre com o poema,
Que nasce de um dilema?
Se desenvolve de modo liberto,
E termina incerto...
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Clã
Embalado na minha semana de vício, da qual dediquei muitas horas ao meu clã. Percebi uma coisa, primeiro que isso faz mal pra mim e meus estudos huauhauha, segundo que um clã é muito mais do que simplesmente um clã.
Somos amigos, família, inimigos, xingamos, lutamos, gritamos, torcemos e pouco a pouco estamos nos sincronizando. Estamos começando a melhorar, temos ganhado muitas vezes seguida contra caras muito bons. Mas importante é a diversão que temos.
Somos mais que um clã, somos mais que uma Dinastia, estamos indo em rumo a fama que aos poucos se espalha. Seja do nosso sniper com quick shots, seja do nosso front com kriss noob que gera muitos qq, seja com o segundo front de type, seja o B hop por aí, seja do scar light que era só um problema com a arma, seja com o cara de shift quebrado servindo de isca no esgoto, seja da nossa única garota que se desespera e começa a errar milhões de tiros, seja do nosso novo membro pé frio, mas que já superamos isso. Assim como, os novos membros que ainda não tiveram a chance de jogar com nosso clã. E aqui fica minha deixa da noite.
Dynasty - Vamos rumo a vitória!
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Vendedor de livros
Eu e minhas reflexões.
Estava andando como num dia qualquer, passando pela banca de livros que sempre passo todos os dias. Por curiosidade (e também porque o vendedor me cumprimentou de longe), resolvi parar para conversar com ele. Tal foi minha surpresa que já tinham se passado mais de 30 minutos e eu ainda estava envolto naquele diálogo.
Vendedores de livros são realmente pessoas intrigantes. Possuem um conhecimento amplo e diversificado. Tamanha foi a alegria e surpresa de conseguir conversar qualquer coisa com esse vendedor, ele parecia saber de tudo um pouco e articulava tudo isso de modo a me envolver naquela conversa. O tempo foi passando e os temas mudando de uma hora a outra. Saí de lá com uma sensação estranha, um misto de gratidão por ter tido aquela conversa com um misto de surpresa. O pré conceito e a rotina nos fazem passar batido por muitas coisas, não que elas sejam de fato ruins, são importantes para nossa sobrevivência, mas experimentar o novo foi de mesmo modo interessante a mim. E num dia como o outro, uma conversa simplesmente me tirou do meu mundinho, para me colocar em outro por algum tempo.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Do medo a psicologia
Há sempre mitos que rondam a figura do psicólogo. Por mais imbecil que pareça, parei para pensar muito sobre isso hoje. Detemos (sim, estou estudando para ser um psicólogo) um saber que na cabeça de muitos parece místico. Um saber sobre todas as questões ocultas do ser humano. Mas ao mesmo tempo que parecemos deter esse saber, nos tornamos uma figura também tenebrosa. Quem é aquele que sabe de mim o que eu mesmo não sei?
Interessante pensar assim. Temos medo do desconhecido, isso todos nós sabemos. O desconhecido sempre cria altas expectativas, sempre nos deixa ansiosos e sempre nos dá aquele frio na barriga. Mas e quando esse desconhecido é você mesmo? Pior do que enfrentar algo que você desconhece, é você ter noção de que há alguém dentro de você que você mesmo desconhece. Isso assusta e assusta muito. E entendo que não seja fácil enfrentar essa idéia.
Porém ao meu ver, é ainda mais difícil de aceitar a idéia de que eu desconheço parte de mim, a idéia de que alguém ou algo faz ações, toma decisões e tantas outras coisas e que, teoricamente, eu não tenho conhecimento. Isso me assusta muito mais, saber que não sou dono de parte de mim. Talvez seja um narcisismo em excesso, talvez um metodismo em excesso, sei apenas que quero me conhecer cada vez mais. Para que assim, eu os conheça cada vez mais...
terça-feira, 31 de julho de 2012
A cultura da força
O nome parece soar estranho e pelas poucas vezes venho comentar um pouco sobre algo das minhas origens orientais. Como todos sabem, sou metade chinês e metade japonês (em minhas descendências, claro que eu sou Brasileiro acima de tudo) e estamos em época de olimpíadas.
Bom, como vocês devem perceber a China é a primeira na classificação geral de medalhas. Não é a toa. A cultura oriental tem como ponto forte a força, perseverança e principalmente a disciplina. Campeões não nascem do dia para noite e nem nascem com um dom. A China é a prova de que os treinos são mais do que essenciais, são precisos. E não é um treino como Hobbie, é um trabalho de disciplina, esforço e dedicação. Na China, as crianças começam a ser treinadas aos 6 anos (até antes) junto a escola, sendo o esporte uma atividade obrigatória e pública, ou seja, patrocinada pelo governo. Os treinos são duros todos os dias, os treinadores ignoram as lágrimas de dor, cobram a perfeição em um nível absurdo, mas ali está o resultado. E vê-se que não é passando a mão na cabeça que nascem os campeões.
O Japão possui um vértice diferenciado. Anatomicamente e fisicamente em desvantagens em inúmeros esportes, como no Volley (já que as japonesas e os japoneses são baixinhos), vemos uma cultura que acredita na força de vontade e na persistência. A seleção japonesa de Volley é famosa por ser um time difícil de se superar e possui como principal lema "Não vamos deixar a bola tocar o chão". Mais do que isso, a seleção feminina do Japão é campeã mundial, não há jogadoras habilidosas ali, há simplesmente a força de vontade, a garra e o jogo em equipe que as leva a esse patamar.
Tudo isso para eu chegar no final. E o Brasil? Aos meus olhos, todos os atletas brasileiros que estão nas olimpíadas são campeões. Não há incentivo ao esporte aqui, como bem sabemos o futebol oprime todas as outras modalidades, não há patrocínio aqueles que não são campeões, é preciso treinar por conta própria pagando por isso. E por esse motivo, todos os que lá estão já são vencedores. Vencedores de um preconceito contra qualquer outra modalidade, vencedores por superarem aqueles que possuem em sua cultura uma valorização do esporte, vencedores por não desistirem e ali estarem. Por isso não engulo quando cobram absurdamente a perfeição de nossos atletas. Cada dia de treino é uma superação, cada dia de competição é um aprendizado e no lugar de criticar, devíamos aprender, olhar e incentivar. Para que a chama mínima de uma cultura que não os valoriza, não apague.
Bom, como vocês devem perceber a China é a primeira na classificação geral de medalhas. Não é a toa. A cultura oriental tem como ponto forte a força, perseverança e principalmente a disciplina. Campeões não nascem do dia para noite e nem nascem com um dom. A China é a prova de que os treinos são mais do que essenciais, são precisos. E não é um treino como Hobbie, é um trabalho de disciplina, esforço e dedicação. Na China, as crianças começam a ser treinadas aos 6 anos (até antes) junto a escola, sendo o esporte uma atividade obrigatória e pública, ou seja, patrocinada pelo governo. Os treinos são duros todos os dias, os treinadores ignoram as lágrimas de dor, cobram a perfeição em um nível absurdo, mas ali está o resultado. E vê-se que não é passando a mão na cabeça que nascem os campeões.
O Japão possui um vértice diferenciado. Anatomicamente e fisicamente em desvantagens em inúmeros esportes, como no Volley (já que as japonesas e os japoneses são baixinhos), vemos uma cultura que acredita na força de vontade e na persistência. A seleção japonesa de Volley é famosa por ser um time difícil de se superar e possui como principal lema "Não vamos deixar a bola tocar o chão". Mais do que isso, a seleção feminina do Japão é campeã mundial, não há jogadoras habilidosas ali, há simplesmente a força de vontade, a garra e o jogo em equipe que as leva a esse patamar.
Tudo isso para eu chegar no final. E o Brasil? Aos meus olhos, todos os atletas brasileiros que estão nas olimpíadas são campeões. Não há incentivo ao esporte aqui, como bem sabemos o futebol oprime todas as outras modalidades, não há patrocínio aqueles que não são campeões, é preciso treinar por conta própria pagando por isso. E por esse motivo, todos os que lá estão já são vencedores. Vencedores de um preconceito contra qualquer outra modalidade, vencedores por superarem aqueles que possuem em sua cultura uma valorização do esporte, vencedores por não desistirem e ali estarem. Por isso não engulo quando cobram absurdamente a perfeição de nossos atletas. Cada dia de treino é uma superação, cada dia de competição é um aprendizado e no lugar de criticar, devíamos aprender, olhar e incentivar. Para que a chama mínima de uma cultura que não os valoriza, não apague.
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