" Palavras de amor são escritas, lidas, para serem esquecidas, quem sabe vividas, se não, infinitas..."
domingo, 13 de maio de 2012
Há príncipes que possuem muita riqueza, outros que possuem muitos reinos, alguns milhares de vitórias, outros honras e normas. Há aqueles com cavalo, aqueles com carruagem, há aqueles com servos. E eu, posso viver sem isso tudo, falta-me apenas a princesa para buscar em um castelo distante, abandonando tudo que for preciso, para contemplar seu semblante e mesmo que distante, saber que lá, está seu sorriso...radiante. E tudo terá sentido, tudo terá valido...
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Aquecer-se no intenso inverno,
Parece-me uma tarefa heroica,
Careço do seu abraço terno,
Numa busca quase paranoica.
Fecho os olhos e abraço,
A boneca que tomou seu espaço,
Toma-me a sensação da porcelana fria,
Sem a textura que tua pele teria.
Cá, vivo a ilusão,
Tentando enganar as sensações,
Cegando o machucado coração,
Os olhos geram distorções.
Proteções que criei,
Para manter minha posição de Rei,
Que reina solitário,
Um amor sem destinatário...
Parece-me uma tarefa heroica,
Careço do seu abraço terno,
Numa busca quase paranoica.
Fecho os olhos e abraço,
A boneca que tomou seu espaço,
Toma-me a sensação da porcelana fria,
Sem a textura que tua pele teria.
Cá, vivo a ilusão,
Tentando enganar as sensações,
Cegando o machucado coração,
Os olhos geram distorções.
Proteções que criei,
Para manter minha posição de Rei,
Que reina solitário,
Um amor sem destinatário...
Os traços tomam forma,
Sempre em letras rítmicas,
Que odeiam respeitar normas,
Não formam uma lírica.
Mas assim é o traço da vida,
Torto, sinuoso, uma caixa de surpresas,
Onde a alma encontra-se presa,
Junto a então eterna dúvida.
Nesse cenário nasce a poesia,
Cabe ao poeta com maestria,
Tornar os versos belos,
Fortalecer o elo,
Do ódio e do amor,
Da alegria e da dor,
Para se viver hora a hora,
Essa caixa de pandora.
Memória e reflexão
Qual a sua memória mais importante?
Uma pergunta singela com possibilidades infinitas de respostas, seria uma pergunta que adoraria fazer a qualquer um e deliciar-me com as inúmeras respostas. Algumas muito belas, contando casos de amor, outras, trágicas, contando sobre perdas. O que importa é como elas marcam a nossa vida, mais do que isso, como elas nos moldam.
Eu me vejo como um aglomerado de memórias: As boas me relembram que a vida é bela, me relembrar como é "ser humano", como é gostoso ganhar um abraço quando se está frio ou um sorriso quando se precisa; as más me relembram dos erros e me fazem desviar desses caminhos, não as desprezo, afinal elas não tem culpa de serem ruins, pelo contrário, as agradeço por me lembrarem de que sempre posso melhorar e seguir adiante.
Por que estou dizendo tudo isso em um texto que mais parece de auto-ajuda? Simples. É porque a sua memória ainda é forte em mim. Consigo destrinchar cada uma, consigo remontar os cenários, reviver as sensações e por mais delicioso que isso pareça, hoje está me consumindo. Me joga em um conflito entre um eu que sorriu ao seu lado e o eu que a fez chorar. Quem deles sou eu? Onde vou buscar essa resposta?
E por mais aglomerado de memórias que eu esteja, hoje, sinto um grande vazio no peito. Mas é também esse vazio que me mostra que há algo errado em mim mesmo, que há algo a ser preenchido e eu busco essa resposta, enquanto escuto o vento passar por esse buraco, sussurrando palavras de conforto ou simplesmente rangendo, gritos de agonia...
O louco saltou do precipício,
Jurando saber voar,
Mas queria apenas se libertar,
Do que o prende a esse hospício.
Rodeado de loucos com a mesma face,
Numa rotina mecânica e torta,
Pertencentes todos a mesma classe,
Uma classe sem vida, morta.
Ele era o Salvador,
Que não merece nenhum louvor,
Vai para o Paraíso,
Mas com o seu próprio juízo...
Jurando saber voar,
Mas queria apenas se libertar,
Do que o prende a esse hospício.
Rodeado de loucos com a mesma face,
Numa rotina mecânica e torta,
Pertencentes todos a mesma classe,
Uma classe sem vida, morta.
Ele era o Salvador,
Que não merece nenhum louvor,
Vai para o Paraíso,
Mas com o seu próprio juízo...
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Tudo sucumbi ao tempo, do mais quente amor ao mais frio ódio, menos a Memória. Ela sim, pára o tempo. É aquela cena, aquele perfume, aquela pessoa, aquele sentimento que simplesmente permanece igual. Uma cena congelada ao tempo que não julga, existe. E existe sempre que você precisar, no momento que precisar. Sozinha, ela faz o seu corpo lembrar-se de tão esperado momento. Por isso, agradeço as minhas memórias, pena que são apenas minhas e de meus olhos, que vêem besteiras e coisas pequenas para os outros, mas que são minhas. São os pequenos detalhes, que fazem a obra ficar perfeita e os pequenos defeitos, humana...
quarta-feira, 25 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
E sobre o mural, restou apenas a memória, de um tempo que não possui mais volta, tornou-se fantasia, fábula de uma criança feliz, tão fábula que no final, leu-se sua moral e talvez mesmo ela não sendo verdade, é nela que a criança quer acreditar, para que ela não perca o sorriso, para que ela continue a caminhar, sobre o céu azul que não ousa olhar, mas que quem sabe, há de lhe abençoar...
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Hiroshi Fukue
Um nome qualquer entre outros milhares. Porém um nome que muito significa. Finalmente tomei coragem para lhe escrever meu avô.
Não conheci pessoa mais honrosa que o senhor, possui valores sólidos, me ensinou sobre cidadania, bons costumes através de uma bondade que era invejável. Um homem culto, que me ensinava história, geografia. Lembra-se de quando eu ainda estava na terceira série e tinha que fazer uma pesquisa? Eu sempre ligava para o Ditian pedindo ajuda que o senhor nunca me negava, até me incentivava. Nunca me esqueço dos conselhos que pareciam um saco antigamente, mas que agora entendo o valor. Nunca me esqueço o: Estude muito Luquinhas.
Tenho muitas recordações do senhor, que guardarei certamente, mas a que está mais viva em meu coração certamente foi aquela do dia em que a Batian ficou internada com pneumonia. Lembro que quando cheguei, os olhos do Ditian estavam vermelhos, Ditian parecia meio abatido. Ouvi você dizendo que nem tinha almoçado e já passava das 19h. E naquele instante eu senti um orgulho imenso: Depois de tantos anos ao lado de minha batian, o senhor ainda se preocupava com ela e a amava de modo admirável, estava lá, cuidando dela acima de tudo, passou a noite ali e passaria mais se preciso. Algo que admirei muito no senhor Ditian, o senhor era destemido.
Não se preocupe, estamos bem aqui, estamos cuidando da Batian e o senhor nunca morrerá em nossos corações. Meus filhos saberão quem o senhor foi, o homem honrado que foi e irei ensina-los dignidade como o senhor me ensinou, lembra-se do Caio e do troco? Você o ensinou a ser honesto. Eu ainda me lembro e certamente, me orgulhei como em muitas outras vezes.
Estou ainda com seu livro sobre o Japão, irei lê-lo, saber um pouco das minhas origens e honra-las, como honrarei meus ancestrais.
Do seu netinho: Luquinhas.
Ps: Vou estudar, me formar, trabalhar e deixar o senhor orgulhoso, não jogarei seus conselhos fora meu Ditian. Descanse em paz.
Não conheci pessoa mais honrosa que o senhor, possui valores sólidos, me ensinou sobre cidadania, bons costumes através de uma bondade que era invejável. Um homem culto, que me ensinava história, geografia. Lembra-se de quando eu ainda estava na terceira série e tinha que fazer uma pesquisa? Eu sempre ligava para o Ditian pedindo ajuda que o senhor nunca me negava, até me incentivava. Nunca me esqueço dos conselhos que pareciam um saco antigamente, mas que agora entendo o valor. Nunca me esqueço o: Estude muito Luquinhas.
Tenho muitas recordações do senhor, que guardarei certamente, mas a que está mais viva em meu coração certamente foi aquela do dia em que a Batian ficou internada com pneumonia. Lembro que quando cheguei, os olhos do Ditian estavam vermelhos, Ditian parecia meio abatido. Ouvi você dizendo que nem tinha almoçado e já passava das 19h. E naquele instante eu senti um orgulho imenso: Depois de tantos anos ao lado de minha batian, o senhor ainda se preocupava com ela e a amava de modo admirável, estava lá, cuidando dela acima de tudo, passou a noite ali e passaria mais se preciso. Algo que admirei muito no senhor Ditian, o senhor era destemido.
Não se preocupe, estamos bem aqui, estamos cuidando da Batian e o senhor nunca morrerá em nossos corações. Meus filhos saberão quem o senhor foi, o homem honrado que foi e irei ensina-los dignidade como o senhor me ensinou, lembra-se do Caio e do troco? Você o ensinou a ser honesto. Eu ainda me lembro e certamente, me orgulhei como em muitas outras vezes.
Estou ainda com seu livro sobre o Japão, irei lê-lo, saber um pouco das minhas origens e honra-las, como honrarei meus ancestrais.
Do seu netinho: Luquinhas.
Ps: Vou estudar, me formar, trabalhar e deixar o senhor orgulhoso, não jogarei seus conselhos fora meu Ditian. Descanse em paz.
Sobre o amor
Muitas vezes me pego pensando sobre como é amar. Me pego pensando em como é namorar. Minha liberdade é menor, isso é verdade, mas sempre paro para pensar: O que seria de mim sem a minha Nekinha?
Eu não sou um cara que preza muitas coisas, sou um cara que preza pequenos detalhes que apenas os meus olhos vêem. Juro para vocês, não há coisa que me faz sorrir mais do que o sorriso que ela me mostra quando eu a abraço forte, ou coisa que me faça sentir mais importante quando ela vem se esconder em meus braços. Não tem coisa que me incomoda mais do que sentir saudades dela e me pegar pensando nela cada vez que vejo um casal, cada vez que vejo algo que me remete a ela. Como fico feliz quando ela diz: Eu te amo! Ou quando simplesmente adormecemos no sofá e acordamos preocupados, porque o dia passou rápido. Não há lugar mais seguro que os braços dela e não há cama melhor que o colo dela.
Aprendi que o amor se compartilha, aprendi que não entendo quando meus amigos me dizem que é ruim namorar, que preferem ficar com tantas. Realmente não entendo como se abre mão de tantas coisas, tantos sentimentos que se tem com uma só pessoa. Não tenho medo de contar qualquer coisa a ela, não tenho medo de mostrar quem sou, meu único medo é perde-la.
Simplesmente não entendo como viveria sim meus pequenos detalhes, que vejo nela e que me enchem de felicidade.
Eu não sou um cara que preza muitas coisas, sou um cara que preza pequenos detalhes que apenas os meus olhos vêem. Juro para vocês, não há coisa que me faz sorrir mais do que o sorriso que ela me mostra quando eu a abraço forte, ou coisa que me faça sentir mais importante quando ela vem se esconder em meus braços. Não tem coisa que me incomoda mais do que sentir saudades dela e me pegar pensando nela cada vez que vejo um casal, cada vez que vejo algo que me remete a ela. Como fico feliz quando ela diz: Eu te amo! Ou quando simplesmente adormecemos no sofá e acordamos preocupados, porque o dia passou rápido. Não há lugar mais seguro que os braços dela e não há cama melhor que o colo dela.
Aprendi que o amor se compartilha, aprendi que não entendo quando meus amigos me dizem que é ruim namorar, que preferem ficar com tantas. Realmente não entendo como se abre mão de tantas coisas, tantos sentimentos que se tem com uma só pessoa. Não tenho medo de contar qualquer coisa a ela, não tenho medo de mostrar quem sou, meu único medo é perde-la.
Simplesmente não entendo como viveria sim meus pequenos detalhes, que vejo nela e que me enchem de felicidade.
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