Assim está minha mente e coração: um caos. E parece que eu procuro esse estado caótico, eu busco entrar nesse estado errando errando e errando. Porque parece que tudo isso agita o meu ser, faz minha mente trabalhar, sair da rotina e explodir de idéias. Mas eu sou um mal administrador, não sei organizar essas idéias que me atingem de um modo mais intenso do que eu mesmo podia imaginar e quando vejo, estou desolado.
Por um momento eu quero estar só, por um momento eu quero encontrar uma válvula de escape, quero tentar algo para aliviar essa inquietação causada por tantos pensamentos, expectativas, idéias e esperanças. Mas nada do que faço parece aliviar e sou tomado por esse sentimento.
Escrevo de modo compulsório, sem qualidade, sem técnica, somente com os sentimentos que nem sei quais são, mas que sinto. E torna-se o texto sem nexo, sem sentido, sem o próprio sentimento e desagrada o leitor e a mim.
Então por que procuro esse caos? Por que por tanto quero me apaixonar? Espero descobrir, antes de enlouquecer ou ter tantas idéias que não irei aguentar. E minha arte é também a minha compulsão...
" Palavras de amor são escritas, lidas, para serem esquecidas, quem sabe vividas, se não, infinitas..."
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
De pai pra filho
Hoje eu fui jogar bola como em alguns dias. Nada de mais, nada de diferente, tirando o fato de eu lembrar do meu pai enquanto eu jogava.
Lembro de quando era pequeno tê-lo visto jogar poucas vezes, acompanhado poucos jogos. Mas enquanto eu estava ali de lado assistindo era sempre comum eu ouvir pessoas me dizendo: seu pai jogava bem, era um grande zagueiro e tinha um chute forte como ninguém.
O tempo passa e hoje ainda me vejo como aquele menino vendo o seu pai jogar futebol, o tempo nos afeta de modos diversos, é verdade que ele já não aguenta tanto quanto a anos atrás, mas eu ainda o vejo como aquele jogador que poucas vezes vi jogando.
Tudo isso para eu dizer que não acompanhei os passos do meu pai nesse sentido, não sou um jogador tão bom, mas me divirto jogando futebol também, mas acima de tudo o que me ficou foram as saudades do meu velho e de vê-lo jogar.
Uma pequena homenagem do único jeito que sei faze-la pai, acho que nunca te contei sobre esse blog e os outros que tenho, mas aqui está o que gosto também de fazer, além do futebol, além da psicologia e além do computador.
Obrigado pela música do metallica.
Do seu filho,
Lucas.
sábado, 17 de novembro de 2012
Petit Prince
Foi esse livro que deu inspiração ao nome do blog, que como toda gente grande, parece soar estranho. Mas para quem cativou a idéia desse blog, desses contos e dessas palavras, é de sumo significado.
Deparo-me também com o grande autor que Antoine De Saint-Exupéry é, a sensibilidade da qual ele descreve os nossos mais profundos sentimentos, junto a ingenuidade pura de uma criança, uma combinação perfeita que apenas alguém tão sensível e tão criança consegue produzir. E por tanto tempo, eu mesmo me considerei criança brincando com as palavras, mas é preciso também amadurecer para voltar atrás, como o próprio Pequeno príncipe disse "Não encontra nada quem só andas para frente".
Assim parece a minha jornada, sempre visando o meu lado mais casto, me perco em trabalhos árduos de escrita, em percepções que transcendem a minha lógica impregnada pelo pensamento adulto e para o trabalho não de aprender a escrever, mas justamente para esquecer de tal ato. Porque assim são as coisas mais puras, como nos ensina o livro, as coisas do coração. Não há palavras para lhes descrever, há apenas tentativas duras e trabalhosas para registrar algo que apenas se sente, apenas se vive e apenas se vê, porque assim como o nosso aviador, ninguém mais irá olhar para o céu e ouvir guizos, ninguém mais irá olhar para aquele pedaço de papel e lembrar do som da caneta rabiscando-o enquanto tentava colocar ali o seu amor e ninguém mais se lembrará das lágrimas que tenho ao registrar mais uma beleza, que me toma a alma, que me toma o coração, nesse lugar que é como uma dedicatória e também como um museu.
Museu dos sentimentos que já vivi, das viagens ao meu ser que já fiz e não se enganem quando sentimentos se abaterem sobre vocês, não, não são os meus. Como Pessoa mesmo já disse: Eu escrevo sobre os meus e vocês sentem os seus. Os meus escritos deixam dicas para o que vocês já viveram e por isso digo: Não se enganem quanto ao que lêem aqui.
O que lêem aqui é somente meu, voltem-se para o que vocês sentem, voltem-se para vocês mesmo, porque dentro de vocês está a lembrança que daria um texto melhor ou tão melhor que o meu. Eu apenas tento registrar o que sinto para que o mundo de gente grande não me engane, não me pregue peças. Porque a unica peça que quero que me preguem é o daquela lembrança gostosa, nas coisas mais fúteis aos olhos adultos e que me farão sorrir, como um louco frente a uma multidão, mas que será único...único e somente isso.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Pequeno fim
Há horas em que eu realmente me entristeço quando sou obrigado a "quitar" de coisas. Jogar é algo importante para mim, é algo que me entretém e relaxa a minha cabeça e as coisas iam bem com o CF.
Mas a má administração me obrigou a abandonar o jogo, o clã, os amigos e a emoção do jogo em equipe. Sim, o jogo em equipe que melhorava pouco a pouco: As horas xingando um ao outro, torcendo, salvando, ganhando e perdendo. Depois de ver o vídeo das finais da WCG me deu uma vontade enorme de jogar, mas com a quantidade de hackers e laggers fica realmente impossível. E olha que foi um FPS que eu realmente me animei a jogar.
Bom, agora é começar a procurar outro jogo, é começar de novo...
Dynasty, sempre juntos.
Mas a má administração me obrigou a abandonar o jogo, o clã, os amigos e a emoção do jogo em equipe. Sim, o jogo em equipe que melhorava pouco a pouco: As horas xingando um ao outro, torcendo, salvando, ganhando e perdendo. Depois de ver o vídeo das finais da WCG me deu uma vontade enorme de jogar, mas com a quantidade de hackers e laggers fica realmente impossível. E olha que foi um FPS que eu realmente me animei a jogar.
Bom, agora é começar a procurar outro jogo, é começar de novo...
Dynasty, sempre juntos.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Cobardia
São as reflexões os mais dolorosos exercícios do ser humano consigo mesmo. As reflexões auto punitivas mais ainda. E estou cá, nesse exercício doloroso num masoquismo incrível...
E lá estou eu, ouvindo da sua boca que nunca lutei por ti como lutei pelas outras. Por mais hipócrita que possa ser, ainda tendo a acreditar que você é o amor da minha vida. E quanto maior a magnitude do sentimento, maior o meu medo, maior a minha covardia, menor a minha vontade de lutar...Talvez, por tudo eu tenha medo de arriscar, talvez o meu passado ao seu lado me condene e não deixe simplesmente eu tentar de novo, talvez o medo de errar com você pela terceira vez me dilacera...
São tantas coisas, tantos fatos que me travam e por mais que eu tente acreditar que cresci, você é a prova viva e dura que eu ainda sou uma criança covarde...
E você é sempre aquela que me desestrutura, aquela da qual não sei criar barreiras, da qual não sei me defender, a que me conhece nos mais crus tons e nos mais profundos desejos, do mais simples gesto ao mais complexo pensamento. É aquela que acima de tudo me entende, coisa que nem eu mesmo consigo. Sua voz consegue me derreter e quando vejo, sou quem sempre fui com você, ainda assim por que eu não consigo lutar? Ainda assim...por que?
Olhar o meu punho cerrado só me mostra o quão frustante é isso e o quão covarde sou...que por tanto prega, mas simplesmente não consegue lutar por amor...
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Fake Angel
E quantas foram as vezes que eu quis largar essa minha alcunha? Algumas vezes por não me sentir na função de "anjo", outras por uma questão ideológica de que eu queria ser visto como "humano", outras porque perderá o sentido para mim...
Mas ele me persegue, a toda hora, a todo momento. É a Soph que me chama assim e me lembra dele, são as pessoas que me chamam de anjo por ajudá-las, são as pessoas que elogiam a minha voz...E novamente eu percebo: Eu gosto de ter essa alcunha...
Porém, o fardo que carrego é pesado. As vezes não os sustento e desmorono, mas é o prazer da função que me mantêm. É a confiança que as pessoas depositam em mim, as histórias que elas me contam, as lágrimas que derramam em meu ombro e por fim, a felicidade que ganham e o alívio é que me gratificam.
Bem vindo de novo,
Fake Angel
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Som
Por um descuido meu, esqueci de carregar o meu Ipod e saí na mesma caminhada de sempre sem meus fones de ouvido. Talvez fosse pelo sentimento de urgência que tinha em escrever, talvez fosse pelo olhar poeta que estava sensível hoje, fosse pelo que fosse, hoje o caminho foi diferente.
E pela primeira vez vi o contraste entre o canto dos pássaros, escondido em meio aos sons mecânicos do motor dos carros, ouvi pessoas conversando sobre os mais diversos assuntos enquanto desviava dela, percebi olhares, reparei em casais e pela primeira vez, me senti humano naquele caminho. Percebo o quão mecânico é minha rotina e o quanto muitas vezes o meu corpo urge para que eu faça pequenas quebras nela, não me lembrava de certos comércios que existiam por ali e na volta pra casa reparei de novo no local que vendia coxinhas, aumentando ainda mais a minha fome.
Uma pequena mudança, não só na rotina, não só nas ações, mas também em mim...
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Sobre mim
Sou um cara de muitas musas, muitos jeitos e muitas faces. Um amontoado de máscaras que escolho vestir dia após dia, ocasião por ocasião. Tantos "selfs" que eu me perdi de mim, não me reconheço frente ao espelho e não me sinto íntegro. Não me sinto até entender que essa minha fragmentação também sou eu. E cada pedaço urge para ser único e não para juntos serem únicos, cada pedaço de mim urge para ser reconhecido por mim, cada pedaço grita para ser ouvido ao menos uma vez. E dessa fragmentação tão louca, surge a criatividade como uma forma de dar ares a tantas vozes. Não sei como consigo manter a minha sanidade diante de tantos "selfs", que se apaixonam, choram, gritam, urgem, nascem e morrem.
Como um espelho d'água que reflete o que passa sobre ele, mas distorce a imagem pela simples rebeldia de não querer ser a imagem e sim o eu...
A linearidade confusa e quebrada demonstra apenas os meus pensamentos igualmente confusos, um turbilhão de pensamentos desconexos e me sinto como um pescador, tentando fisgar um pensamento iluminador...
sábado, 8 de setembro de 2012
No title
E são em dias assim que me pergunte: Para quem chorar? Ou então: Em quem me apoiar?
E descubro que talvez eu seja mais frio do que penso e que o inverno já tomou o meu coração, a solidão casou comigo e minha bússola perdeu o seu norte. E são em dias assim, em que me sinto fraco e impotente que me falta alguém ou que me falta eu em mim mesmo.
São em dias assim que tanto penso, de modo cíclico, sem saber onde comecei e nem onde vou terminar, numa espécie de tortura que parece-me eterna, mas que entrei por contra própria.
Registro aqui a minha dor e recolho o meu calor, das palavras que sempre estão comigo mesmo depois de eu tê-las abandonadas e que me mostram que a solidão não é assim tão ruim.
E descubro que talvez eu seja mais frio do que penso e que o inverno já tomou o meu coração, a solidão casou comigo e minha bússola perdeu o seu norte. E são em dias assim, em que me sinto fraco e impotente que me falta alguém ou que me falta eu em mim mesmo.
São em dias assim que tanto penso, de modo cíclico, sem saber onde comecei e nem onde vou terminar, numa espécie de tortura que parece-me eterna, mas que entrei por contra própria.
Registro aqui a minha dor e recolho o meu calor, das palavras que sempre estão comigo mesmo depois de eu tê-las abandonadas e que me mostram que a solidão não é assim tão ruim.
Encontros e desencontros
Não estava em meus planos conhecer pessoas novas, também não estavam neles reconhecer velhos amigos. Não estava em meus planos ir a lugares diferentes, muito menos me perder em ruas conhecidas. Não estava em meus planos me conhecer, nem me perder de mim mesmo.
Tudo isso não estava em meus planos, esses momentos, esses lugares, essas ocasiões...e é por isso que agradeço ao acaso, por me mudar, por me dar novos ares, novas perspectivas. Estou feliz com o acaso que foram todos esses dias, feliz por ter vivido tantas coisas diferentes, com as mesmas pessoas, com pessoas diferentes nos mesmos lugares. Cada experiência é única e mesmo tentando descrevê-las, fica em mim a memória do que o acaso me deu.
Assinar:
Postagens (Atom)





