sábado, 20 de dezembro de 2008

Anjo de vidro

"Dedico esse conto ao meu amor, Fernanda ou Neka, deixo nesse conto parte do meu carinho por ti, meu anjo de vidro."

Diante do espelho, um Deus, sem defeitos, sem erros, apenas conquistas. Eu era assim que me via diante daquele espelho em meu quarto. Tinha tudo, poder, dinheiro, casa, carros, realmente tudo, as pessoas me elogiavam, queriam ser como eu, na rua, andava de nariz empinado, não havia ninguém acima de mim. Amava me ver no espelho e me auto elogiar, me auto contemplar, afinal, não havia coisa mais linda e perfeita do que eu. Passava horas e horas me contemplando diante daquele espelho, ele ficava na parede oposto a janela, via algumas pessoas passando na rua, mas a mim, eram apenas vultos sem graça, sem cor e sem importância.
Até que um dia vi passar uma garota, um anjo! Notei-a apenas pelo breve instante que ela passou, os cabelos negros, a pele levemente morena, o andar gracioso. Parecia que ela passava por aquele espelho em câmera lenta, dando-me a graça de aprecia-la toda. Ela passou, virei meu rosto para trás e não a vi, esperaria até o dia seguinte, todo Deus tem seus anjos, e ela, seria a minha.
No outro dia ela passou, antes que fosse embora chamei-a, ela, foi até a mim, tentei encanta-la com minhas poses, com minhas conquistas e poder, ela os ignorou como se fossem nada. Fiquei nervoso, como ela poderia recusar um Deus?! Gritei, xinguei, obriguei, joguei sujo, e ela acabou ficando comigo. Agora tinha meu anjo, apenas não sabia que ela era de vidro...
O tempo foi passando sem que eu notasse, estava na atmosfera de festa e prazer, agora tinha ela, tinha tudo o que queria, mas dia a dia o brilho e a beleza dela diminuíam diante e meus olhos, estava perdendo a graça e o status de anjo que atribui anteriormente a ela. Ela não estava feliz comigo, mas não me importava ela só tinha que manter sua beleza, alguns dias depois, expulsei-a de casa, ela era uma qualquer, sem brilho, me enganou com algum tipo de encanto, que ela mesmo perdeu! Eu não tinha culpa nisso, era perfeito, era um Deus! E ela, uma plebéia que enganara um rei com um vestido bonito. Eu quebrei meu anjo de vidro...
Alguns dias depois vi uma garota passar pelo meu espelho, linda, magnífica, reluzente! Deus, que maravilha, um anjo! Como acontecera com a primeira, a imagem pareceu passar em câmera lenta, vi os cabelos negros, a pele levemente morena, o andar gracioso...Era meu antigo anjo! Estava de volta! Não entendi como, até ver passar atrás dela um plebeu, sem importância, sem cor, sem graça, mas ele parecia fazer a graça daquele anjo, um simples alguém, sem riquezas, sem graça nem cor. Mas ele colou o anjo de vidro, e com o maior cuidado cuida dela, a limpa, deixa-a em locais onde não há perigo dela cair, toma cuidado com ela... E foi esse simples ato de recolher os cacos, cuidar dela, que o fez não dono, mas o fez ser o único a poder contemplar a beleza, a ter a benção daquele anjo de vidro. Frágil, lindo, delicado...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Eu preciso me expressar...

Preciso me expressar de alguma forma, cá e a escrita...ah, que saudade de expressar-te minha dor, minhas conquistas, de expressar meus medos. Você, escrita, é a única forma que esse servo encontrou de se expressar, de gravar quem ele é...quem ele é...
Quem sou? Sinto-me agora algo como issu, errado.
As vezes sinto-me errado, e parece que não tenho conserto, então venho para cá, para mostrar o eu que não posso ser. Aqui ninguém me crítica, a escrita apenas guarda e aceito o que escrevo, o que sou, o que quero ser.
Se escrevo loucuras, não me condenam, não me taxam de louco; se escrevo poemas de amor, não os recusam, não os rasgam; se escrevo historinhas chatas, não as dormem lendo, terminam de lê-las afinal. Eu quero agora, escrever uma dor, não me condenes por me machucar, por favor, apenas deixe-me chorar.
E que dores me abatem, me drenam? Não acreditariam se eu lhes contar, dói-me aqui no peito, ao lado do amor, mas não é dor como dor, é a minha dor.
Não sei descreva-la, ela é tão digna quanto meu amor, não tenho palavras para descreve-la e mesmo se conseguisse, vocês não sentiriam a minha dor. Por isso deixe-me ficar abraçado com minha escrita, porque ambos são meus. Deixe-me cravar minha espada ao chão, levantar-me, deixe-me tentar mais uma vez. Deixe-me seguir em frente, carregando em minhas costas a minha dor, ao meu peito o meu amor, a minha frente...a minha frente, meu caminho, seja lá qual for.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Eu, eu mesmo e eu

Como todos meus amigos estão escrevendo sobre heterônimos, vou escrever sobre também, ainda mais porque sou fã do Fernandão o/ (Fernando Pessoa para os menos íntimos).
Heterônimos, não existem na verdade. Não fingimos ser alguém, nos simplesmente vivemos aquele alguém que fingimos ser. Meio complicado de entender, mas vamos por partes.
Se finjo ser frio, então sou frio, isso é uma parte de mim, um desejo oculto, uma parte não revelada, até mesmo uma mera curiosidade, mas saciada a curiosidade, o desejo de ser outro, você anexa essa experiência ao seu próprio ser. Sendo esse "anexo" uma experiência boa, que você viveu e quer continuar a viver, uma experiência ruim da qual você nunca mais vai querer passar, então nunca mais "fingirá" ser aquela pessoa, ou...sei lá, cada um com seus problemas!
Isso é o que acho, isso é o que penso e o que sinto, então, irei deixar uma mensagem de um possível heterônimo meu, aquele cujo nome é minha alcunha: Fake Angel.

" Nos somos cavaleiros, somos príncipes e princesas,
Somos tudos que queremos e não somos nada,
Somos simplesmente experimentos,
De uma mente cansada,
Da monotonia casual,
Somos tão frágeis, tão letal...
Somos você, e não somos...
Somos alguém, somos...ninguém "

Digressão: O Fake Angel precisa aprender a escrever =x

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Coravão



"Preso em um vão,
Chamado coração,
Onde as torturas são fartas,
As lembrançsa, intactas,
De que vale se torturar,
Sem nada ganhar?
Desejar...
De que vale sem lutar?
E de que vale o amor,
Sem calor,
Sem própriamente, amor?"

By: Fake Angel

Marionetes


Essa é uma pequena reflexão, não há rimas, não há metricas, apenas uma idéia.

" Qual a definição de Ciência,
Se não algo que injetaram em você?
E por fios que tecem, te controlam,
Como um barco sem velas, e nem remos,
Diante do mar furioso.
Nomes, definições, milagres,
Meras coisas impostas, sublimes palavras...
...Para serem como Deus, intrariaveis.
Em nossa vida, em nosso mundo,
Onde está então,a liberdade?
Ela parece-me um anjo exilado,
Como o pôr do Sol atrás das montanhas,
Quem somos se não marionetes desse mundo?
O que fazemos se não seguir os fios que tecerem para nós?
Ah...poupe-me!
Quem disse que irei aceitar isso? "

By: Fake Angel

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Passáros

"Eles se divertem alegremente,
E eu com minha fome demente,
Que chega a ser doente...
Fome de passáros no ar,
Sem suas gélidas correntes,
Pendentes...
E sua dívida com o mundo,
É ser livre,
Invejo sua sina,
De apenas voar,
Invejo seu modo,
De apenas cantar,
E ainda assim, encantar."

By: Fake Angel

Noite


"Vejo aquele garoto,
Dormindo abraçado com seu ursinho,
Finjindo ser o amor,
E tuas lágrimas,
A dor.
E naquela noite fingia,
Sentir o seu odor,
Assim como o seu gostoso calor,
E assim espera...
Pelo seu grande amor. "

By: Fake Angel

A foto não tem muito nexo para aqueles que lêem o poema, mas a mim e a algumas pessoas ela tem nexo. O poema de alguma forma trata do amor, e eu sei o quanto disso depositei nesse urso, pode parecer loucura, mas dedico esse poema ao meu ursinho de pelúcia, pois ele já me viu inúmeras vezes reproduzindo os atos descritos nesse poema, dedico a você Yuki.

domingo, 28 de setembro de 2008

Vão



"Há tantas palavras,
Apenas desejo ouvir, encontrar, poucas...
Meu coração arranha,
As paredes vermelhas cobertas de aranhas,
Sentimento escondido,
Não me sinto ofendido,
Apenas perdido...
E você, tem se arrependido?
Estou regredindo...
Estou Ferido,
Mas não há perigo,
Apenas um amor perdido,
Um garoto recolhido,
Um paraíso proibido... "

By: Fake Angel

Evas, Rosas, Amor



"És tão venenosa assim?
Como o veneno de uma Eva?
És tão encantador quanto a beleza das rosas?
Ah Amor! Não me martirize mais...
Não deixe-me me envenenar em Evas,
Me hipnotizar em rosas,
Deixe-me...
Deixe-me igual ao frio que cobre nossos pés,
Deixe-me...
Ah Amor! Invejo-o por ser tão lindo,
Renego-o por ser tão duro,
Peco-o por ser tão bom...
Ah Amor! Quisera eu dominá-lo,
Quisera eu dita-lo,
Quisera eu...
Mas quem tu serias,
Sem o veneno de Eva,
Sem a beleza das rosas,
E a indomabilidade dos céus? "

By: Fake Angel

Seu olhar



" Como um olhar,
Feito a brilhar,
Sem se enganar,
Um amar...para eternamente amar,
Sem fraquejar.
E passo a cantar:
Me transmite a calma do mar,
Seu perfume, numa leve brisa do ar,
Me encanta, sempre ao me encontrar,
E teus olhos sempre a brilhar,
Seu sorriso, radiar.
E eu, pobre servo, sempre a te amar. "

By: Fake Angel