sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Cemitério das Poesias

Expresso aqui, a minha tristeza em relação a todas minhas companheiras. Companheiras que estiveram comigo no amor, na tristeza, na risada, na dor, na perda, na conquista, mas que por algum motivo, algum antagonista me fez perder a coragem de dar a luz a elas.

Rasgadas, jogadas fora, deixadas em algum canto e esquecidas, peço que perdoem a fraqueza desse ser. Venho então, expressar minhas mais sinceras desculpas. Devo ao mínimo, minha gratidão por me fazerem entender meus sentimentos no momentos, por deixarem eu canalizar a raiva que não passava, por deixar ali a saudade que quis deixar de ter, o amor que senti e depois me arrependi, a dor que se transformou em um doce abraço, entre tantas outras coisas.

E o que parece coisa de louco para os outros, para mim é algo justo, além de justo nobre para que todos saibam que um dia vocês existiram. Seu conteúdo? Olhe para mim, sou o espelho do conteúdo que elas um dia tiveram...

Adeus e obrigado.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Rima

A rima é boba,
É cheia de mimo,
Tem apenas ritmo,
E sempre rouba,
Toda a beldade,
Do poema.
Faz isso na ingenuidade,
Mas não se torna tema,
Isso a entristece,
E atentendo sua prece,
Torno-a conteúdo,
P/ ela ser vista pelo mundo...

Sentido

Quero te dar sentido,
Explicação para o que,
Por nós foi vivido.
Procuro sempre o por que,
Eu estava lá naquela hora,
E como o destino nos ajuda,
Como ele muda,
A rotina de outrora.
Você tirou meu chão,
Destruiu minha tranquilidade,
Acordou o coração,
O encheu de saudades,
E agora me deixou,
Tudo, acabou.

Sonhos

Sonho, sonho bom,
Sonho com,
Sonho sem sentido,
Sonho tido?
Sonhos diversos,
Sonho em versos,
Sonho do coração,
Sonho como oração,
Sonho com peão,
Sonho de campeão.
Sonho surreal,
Sonho real,
Sonho, sonho,
Sonho, sono.

domingo, 9 de outubro de 2011

Ser criança

Meu presente para todas as crianças, adolescentes, adultos, idosos, pessoas que esqueceram de crescer, pessoas que estão na Neverland, para todos que um dia já foram crianças...



Ser criança é acreditar em todos,
Confiar, sem questionar.
É correr atrás do objeto redondo,
É não ter limites para o imaginar.
Encarar uma derrota como uma derrota,
Brigar sem se revoltar,
Correr como se não houvesse amanhã,
Se machucar e correr para a manhê.
Ser criança é desfrutar da ingenuidade,
Esquecer o mundo repleto de maldade.
Viver cada dia, feliz,
Sem se importar com as coisas reles.
É rir, brincar, cair, machucar,
Chorar, passar, se levantar.
É ganhar o beijinho que sara,
Lambuzar de brigadeiro a cara.
São tantas lembranças boas,
Uma enorme nostalgia,
E tudo isso me soa,
Como um pedido da alegria,
Para que eu não pare de imaginar,
Muito menos de sonhar,
Porque como criança,
Não há o que não se pode alcançar...


Feliz dia das crianças a todos!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A garota com a caixa

Vendo a doce garotinha,
Encanta o sorriso que tinha.
Nas mãos a caixa de Pandora,
Ou a caixa de alegrias?
Se pergunto, ela cora,
Se tomo, ela chora.
Então corre p/ velha casa,
E das outras crianças se esconde,
E lá é onde,
O anjo abre suas asas.
Símbolo do seu amor,
Escolhe novamente pecar,
Sente seu coração bombardear,
Com a memória do sabor.
Sabem que o sonho acaba,
E não se abre outra aba,
A pagina se vira,
Mas o mundo gira,
Eles sabem que gira...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Poema um tanto melancólico (mesmo eu estando feliz hoje, acreditem).

O solitário vê o mundo,
Num escuro profundo,
Senso torto de realidade,
Isenta de sobriedade.
Luz, parece fora do vocabulário,
Porém acredita na esperança.
Mas nesse frio cenário,
Até o bravo anjo cansa,
De esperar pelo salvador,
Que o libertará da dor.
Recorre ao mais fácil meio?
Desiste dessa vaga existência?
Por fim, ele veio,
Depois de tamanha insistência,
Rasgando o céu escuro,
Para me salvar de mim mesmo,
Desse louco realismo,
Onde tudo é frio e duro.
Mas o furo já está no peito,
E o que foi feito,
Foi feito...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Anjo e a Baleia

O anjo sem nada em mente,
Sentado, viu a baleia alada,
Nesse momento sentiu abalada,
A sua imagem onipotente.
Um ser maior voava,
Olhou p/ as asas pequenas e alvas,
Que levavam corpo tão grande,
Não viu, seu sonho, distante.
Sorriu, com um fio de esperança,
Então gritou.
Envolveu-se numa alegre dança,
Tentando agradecer quem salvou,
O seu ser da ignorância,
De que tinha tudo em mãos,
Ignorando completamente a ânsia,
Do seu puro coração,
Em sofrer, crer, ver, ter,
De se envolver, enfim, de viver...
Fiz e me escondi,
Num mar de risos covardes,
Traí sua lealdade,
E nem a menos, me arrependi.
Sou eu, diferente deles?
Fui covarde em me abaixar,
Tomei inúmeros goles,
De irresponsabilidade, sem achar,
Que isso me levaria a ruína,
Querendo ser invisível,
Para não baixar o nível,
Da travessura que me destina,
A lembra-la.
E me arrepender,
De ter saído do lado dela,
Mesmo podendo escolher...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Cortaram-me as asas,
Já não sei mais voar,
Imagine acreditar.
Destroçou-se como uma taça,
A rebeldia da alma,
Que não vê mais graça,
Em não manter a calma,
Também já não possui raça,
Para protestos.
E não coloca mais sentimento,
Nesses odiados versos,
Que desprezam o talento,
E só procuram a ingenuidade,
Da pura sinceridade.